1. ELOGIOS E PRÊMIOS
As melhores recompensas são atenção, elogios e amor. Doces, mimos e brinquedos não são necessárias como recompensas. Um quadro de estrelinhas ou um passeio especial podem fortalecer um padrão de bom comportamento.
2. CONSISTÊNCIA
Depois de estabelecer uma regra, não abra mão dela em troca de sossego ou porque se sente constrangido. Assegure-se de que todos - e isso inclui seu parceiro e babá - sigam as mesmas regras. Afinal, regra é regra.
3. ROTINA
Mantenha sua casa razoavelmente em ordem e siga uma rotina. Ter horários para acordar, fazer as refeições, tomar banho e ir para a cama são os alicerces da vida em família. Uma vez estabelecida à rotina, você pode ser um pouco flexível, nas férias, por exemplo. Embora seja um esquema, a rotina não precisa ser rígida.
4. LIMITES
Crianças precisam saber quais são os limites de seu comportamento, ou seja, o que é aceitável ou não. É fundamental definir regras e dizer às crianças o que se espera delas.
5. DISCIPLINA
Você apenas conseguirá manter os limites através da disciplina. Isso significa ter que manter um controle firme e justo. Muitas vezes, basta falar com autoridade e dar um aviso para dar o recado. Se isso não funcionar, há outras técnicas a serem usadas e nenhuma delas envolve punição.
6. AVISOS
Há dois tipos de avisos. Um diz à criança o que ela deve fazer – por exemplo, quando você avisa que está na hora do banho ou que está arrumando a mesa para o almoço. O outro é uma advertência quando a um mau comportamento, e oferece a ela uma chance de se corrigir sem precisar de outra ação disciplinar.
7. EXPLICAÇÕES
Uma criança pequena não consegue entender como deve se comportar a menos que você lhe diga como. Mostre e diga o que espera dela. Não argumente nem dê explicações complicadas – atenha-se apenas ao óbvio. Ao disciplinar uma criança, explique o motivo da maneira mais adequada para sua idade. Pergunte se ela entendeu porque foi repreendida para certificar-se de que a mensagem foi captada com êxito.
8. AUTOCONTROLE
Mantenha a calma. Você é o pai ou a mãe e está no comando. Não reaja a um ataque de raiva infantil com uma atitude irada nem responda a um grito com outro mais alto ainda. Você é o adulto. Não deixe que as crianças o enrolem.
9. RESPONSABILIDADE
O objetivo da infância é o crescimento. Atribua às crianças pequenas tarefas que lhe permitam fortalecer sua autoconfiança e aprender habilidades necessárias na vida e na sociedade. Envolva seus filhos na vida familiar, mas alimente expectativas razoáveis. Não os coloque em situações envolvendo o risco de fracasso.
10. RELAXAMENTO
Sossego é importante para todos, incluindo você. Deixe seu filho relaxado na hora de ir para cama com uma história, oração e muitos afagos. Dedique um tempo para você e, dê atenção ao seu parceiro e para os outros filhos se houver.
terça-feira, 12 de abril de 2011
Rotina é fundamental para as crianças
Para que a criança se sinta segura e amada é muito importante que os pais criem uma rotina desde o seu nascimento, determinando horários fixos para alimentação, higiene e sono.
A rotina é fundamental para um desenvolvimento saudável e na medida em que a criança cresce, suas responsabilidades e atividades também tendem a aumentar. E fica ainda mais necessário o estabelecimento e a manutenção da rotina. O ideal é que se faça uma agenda ou um quadro juntamente com a criança contendo uma grade com a hora para brincar, alimentar, ver tv, tomar banho, ir a escola e fazer as atividades extra-curriculares, assim como para fazer as lições de casa. Principalmente se a criança for ansiosa o uso da agenda evitará este comportamento trazendo organização e um sentimento de controle perante o dia-a-dia.
A família deverá observar e procurar manter a rotina também aos sábados, domingos e feriados. Deixando um espaço para a criança criar, inventar e fazer atividades diferentes para experimentar o novo.
A flexibilidade é interessante desde que não signifique burlar as regras e os combinados, que deverão ser levados em conta na grande maioria do tempo.
No final do dia é adequado que os responsáveis revejam o dia junto com a criança. O que aconteceu no dia dela, se conseguiu manter a rotina. Se não, verificar o porquê e recapitular o que irá acontecer no dia seguinte.Desta forma a criança sabe o que esperar e o que deve fazer.
A rotina é fundamental para um desenvolvimento saudável e na medida em que a criança cresce, suas responsabilidades e atividades também tendem a aumentar. E fica ainda mais necessário o estabelecimento e a manutenção da rotina. O ideal é que se faça uma agenda ou um quadro juntamente com a criança contendo uma grade com a hora para brincar, alimentar, ver tv, tomar banho, ir a escola e fazer as atividades extra-curriculares, assim como para fazer as lições de casa. Principalmente se a criança for ansiosa o uso da agenda evitará este comportamento trazendo organização e um sentimento de controle perante o dia-a-dia.
A família deverá observar e procurar manter a rotina também aos sábados, domingos e feriados. Deixando um espaço para a criança criar, inventar e fazer atividades diferentes para experimentar o novo.
A flexibilidade é interessante desde que não signifique burlar as regras e os combinados, que deverão ser levados em conta na grande maioria do tempo.
No final do dia é adequado que os responsáveis revejam o dia junto com a criança. O que aconteceu no dia dela, se conseguiu manter a rotina. Se não, verificar o porquê e recapitular o que irá acontecer no dia seguinte.Desta forma a criança sabe o que esperar e o que deve fazer.
sábado, 9 de abril de 2011
Dislexia-Tv Mackenzie
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sexta-feira, 8 de abril de 2011
Lição de casa
A pergunta mais frequente dos pais é se devem ajudar na Lição de Casa e, se sim, como devem fazê-lo.
Não há uma resposta absoluta para esta questão, pois depende de vários fatores que analisaremos a seguir.
Em primeiro lugar, vamos considerar que a relação que a criança estabelece com o conhecimento depende, em grande parte, da relação que os adultos, com os quais convive, têm com o conhecimento. Desta forma, compartilhar na família, experiências de conhecimentos trará contribuições importantes para o desenvolvimento intelectual de todos. Adultos que compartilham com a criança a leitura de um livro, comentam informações de jornais ou revistas, expõem ideias sobre um tema de interesse, conversam sobre sentimentos acerca de um filme, por exemplo, sem dúvida, fazem toda a diferença no seu desenvolvimento. Com a Lição de Casa e com qualquer outra atividade escolar, não será diferente. Adultos que se interessam por aquilo que a criança está aprendendo na escola, comentando o que sabem a respeito, disponibilizando fontes de informações, trarão contribuições importantes no desempenho escolar do aluno.
No entanto, interessar-se não significa assumir para si a obrigação de ensinar à criança, conceitos e procedimentos que são da competência da escola. Os adultos não estão proibidos de compartilhar o conhecimento trabalhado na escola com as crianças, mas também não devem se sentir obrigados a fazê-lo.
Quando a criança solicita muita ajuda para realizar a tarefa de casa, os pais devem comunicar a escola para que os motivos sejam analisados. Na maioria das vezes, a criança pede ajuda porque tem medo de errar e não suporta a ideia de expor isto ao professor e aos colegas de classe. Ainda não consegue perceber que a tarefa será valorizada pela sua disponibilidade de pensar e buscar soluções com autonomia e não só por apresentar respostas corretas.
A comunicação entre a família e escola é a melhor opção para as dúvidas e dificuldades relacionadas à Lição de Casa, pois cada situação envolve soluções diferenciadas. Há crianças, por exemplo, que a própria escola sugere o acompanhamento de um especialista para a realização da tarefa de casa. Outras, a escola pede para que os pais não interfiram, pois poderão confundir a criança, como é o caso, por exemplo, quando adultos fazem intervenções na escrita da criança quando ela ainda não está alfabética, ou quando tentam ensinar o algoritmo de uma operação quando ela ainda não possui o seu conceito.
Em relação, ainda, à participação dos pais nas tarefas de casa, a orientação é que não façam pela criança aquilo que ela tem condições de realizar sozinha, mesmo que o produto não corresponda à expectativa dos adultos.
A Lição de Casa deverá permitir ao aluno desenvolver a sua autonomia para aprender. Os adultos contribuirão para isto, na medida em que deixarem as crianças experimentarem aquilo que conseguem fazer sozinhas, e só então, receberem a ajuda necessária.
Não há uma resposta absoluta para esta questão, pois depende de vários fatores que analisaremos a seguir.
Em primeiro lugar, vamos considerar que a relação que a criança estabelece com o conhecimento depende, em grande parte, da relação que os adultos, com os quais convive, têm com o conhecimento. Desta forma, compartilhar na família, experiências de conhecimentos trará contribuições importantes para o desenvolvimento intelectual de todos. Adultos que compartilham com a criança a leitura de um livro, comentam informações de jornais ou revistas, expõem ideias sobre um tema de interesse, conversam sobre sentimentos acerca de um filme, por exemplo, sem dúvida, fazem toda a diferença no seu desenvolvimento. Com a Lição de Casa e com qualquer outra atividade escolar, não será diferente. Adultos que se interessam por aquilo que a criança está aprendendo na escola, comentando o que sabem a respeito, disponibilizando fontes de informações, trarão contribuições importantes no desempenho escolar do aluno.
No entanto, interessar-se não significa assumir para si a obrigação de ensinar à criança, conceitos e procedimentos que são da competência da escola. Os adultos não estão proibidos de compartilhar o conhecimento trabalhado na escola com as crianças, mas também não devem se sentir obrigados a fazê-lo.
Quando a criança solicita muita ajuda para realizar a tarefa de casa, os pais devem comunicar a escola para que os motivos sejam analisados. Na maioria das vezes, a criança pede ajuda porque tem medo de errar e não suporta a ideia de expor isto ao professor e aos colegas de classe. Ainda não consegue perceber que a tarefa será valorizada pela sua disponibilidade de pensar e buscar soluções com autonomia e não só por apresentar respostas corretas.
A comunicação entre a família e escola é a melhor opção para as dúvidas e dificuldades relacionadas à Lição de Casa, pois cada situação envolve soluções diferenciadas. Há crianças, por exemplo, que a própria escola sugere o acompanhamento de um especialista para a realização da tarefa de casa. Outras, a escola pede para que os pais não interfiram, pois poderão confundir a criança, como é o caso, por exemplo, quando adultos fazem intervenções na escrita da criança quando ela ainda não está alfabética, ou quando tentam ensinar o algoritmo de uma operação quando ela ainda não possui o seu conceito.
Em relação, ainda, à participação dos pais nas tarefas de casa, a orientação é que não façam pela criança aquilo que ela tem condições de realizar sozinha, mesmo que o produto não corresponda à expectativa dos adultos.
A Lição de Casa deverá permitir ao aluno desenvolver a sua autonomia para aprender. Os adultos contribuirão para isto, na medida em que deixarem as crianças experimentarem aquilo que conseguem fazer sozinhas, e só então, receberem a ajuda necessária.
quarta-feira, 6 de abril de 2011
Sobre o especial Hiperatividade da Revista Crescer
Na Revista Crescer do mês de fevereiro saiu um especial sobre hiperatividade e gostei muito das dicas que uma mãe de um menino com TDAH passou para os pais. Então resolvi transcrever este pedaço da matéria para voces aqui no blog:
Minhas dicas para os pais
• A impulsividade é uma característica do TDAH. Por isso, evite perguntar o porquê de alguma atitude impulsiva. Você nunca terá explicação convincente e poderá ficar mais irritada.
• Crie um sistema de ações e recompensas. Selecione cinco tarefas que você espera que a criança faça diariamente. Por exemplo: sentar à mesa para jantar e tomar banho quando chamado. Peça para seu filho listar algumas recompensas. Defina um número de pontos para cada tarefa cumprida e para cada recompensa. Quando a criança atingir o numero de pontos que corresponde a uma recompensa, dê o prêmio rapidamente.
• Elogie a criança pelo mínimo que ela fizer, valorize os pequenos sucessos. Isso ajuda a regular as emoções.
• Ajude seu filho a exercitar sua organização e gerenciamento de tempo, pois isso colabora para um melhor desempenho acadêmico a longo prazo e será essencial quando adolescentes e adultos.
• Use “por favor” e o verbo em forma imperativa para pedir algo. A instrução tem que ser clara e especifica: diga simplesmente “hora do banho” com olhos nos olhos e espere pacientemente que ela faça o que foi pedido. Lembre-se: eles precisam de comandos e constantes direções.
• Crianças com TDAH têm dificuldade de regular emoções: escondem sentimentos ou simplesmente explodem. Pergunte no final do dia, antes de dormir, se tiveram um dia bom. Com o passar do tempo seu filho vai se sentir mais a vontade para explicar o que sente.
• Coloque-o numa atividade física que promova trabalho em grupo e melhore a interação social.
• Pergunte ao seu filho como ele resolveria um problema. Esse exercício permite rever uma atitude impulsiva.
• O momento de transição de uma atividade para outra sempre causa desconforto. Siga uma preparação: se a criança está vendo televisão e é hora do banho, avise-a com cinco minutos de antecedência, depois com dois minutos. Por fim, olhe para ela e diga que a televisão será desligada e a leve para o banho. No começo será difícil, mas ela vai se acostumar com esse procedimento
• Seja realista com as suas expectativas. Não espere perfeição. Espere menos frequência, menos duração e menos intensidade de uma atitude indesejável. Os sintomas de hiperatividade diminuem aos 8 anos, porém a hiperatividade interna tem grandes chances de continuar. Prepare seu filho para o futuro.
• Tenha iniciativa como pai/mãe, diminua suas reações quando ela fizer algo fora do esperado. Lembre-se que tratá-lo como se não tivesse TDAH será muito prejudicial para a família toda, inclusive para irmãos e para o ciúme entre eles.
• Castigo não muda comportamentos, pois não ensina uma melhor maneira de se comportar. O objetivo é educar e não punir.
• Não há nenhuma pesquisa comprovando que dieta alimentar possa tornar uma criança menos hiperativa. Se seu filho adora chocolate, não é preciso proibi-lo de comer.
• TDAH é uma doença consistentemente inconsistente. Espere dias bons e ruins e converse com o psiquiatra sobre alternativas de tratamento. Há medicamentos que podem ajudar muito
• Leia muito. As informações são limitadas, principalmente em português. Indico os sites Chadd, o de Sharon Weiss e o de Russel Barkley, todos em inglês.
• Mais importante de todas as dicas: a criança com TDAH deve sentir que ela não é o problema. A equação é pais + filho contra o problema.
Quem quiser ler todo o especial da Revista Crescer entre aqui
http://revistacrescer.globo.com/Revista/Crescer/0,,EMI205152-10498-1,00-DOSSIE+TDAH+UM+TRANSTORNO+COM+DEFICIT+DE+DIAGNOSTICO.html
e aqui
http://revistacrescer.globo.com/Revista/Crescer/0,,EMI205152-10498-2,00-DOSSIE+TDAH+UM+TRANSTORNO+COM+DEFICIT+DE+DIAGNOSTICO.html
Vale a pena ressaltar que temos sim material em português sobre isso, então deixo aqui algumas dicas de livros e sites sobre o assunto:
Livros:
1- Atenção e Hiperatividade
O que é?
Como ajudar?
Luís Augusto P.Rohde
Edyleine B.P. Benczick
Editora Artmed
2- Princípios e práticas em TDAH
Luís Augusto P. Rohde
Paulo Mattos & cols.
Editora Artimed
Sites:
http://adhd.com.br/ (Site do pesquisador Sérgio Bourbon Cabral)
http://www.hiperatividade.com.br/index.php (Hiperatividade)
http://www.dda-deficitdeatencao.com.br/instituto/ (Instituto Paulista de Déficit de Atenção)
http://www.tdah.org.br/index.php (ABDA Associação Brasileira de Déficit de Atenção)
http://www.universotdah.com.br/ (Universo TDAH)
Minhas dicas para os pais
Vivian Sampaio, mãe de Thiago, 7, conta como faz para tornar sua vida e a de seu filho, diagnosticado com TDAH, mais fáceis
• Planeje com antecedência e explique antes como vai ser o dia para seu filho: ele tem um tempo próprio para finalizar qualquer atividade e as surpresas ou a imprevisibilidade podem deixá-lo mais ansioso e agitado. Estime um tempo extra para prepará-lo para sair.
• Tenha sempre algo para manter seu filho entretido. Crianças com TDAH não suportam esperar. • A impulsividade é uma característica do TDAH. Por isso, evite perguntar o porquê de alguma atitude impulsiva. Você nunca terá explicação convincente e poderá ficar mais irritada.
• Crie um sistema de ações e recompensas. Selecione cinco tarefas que você espera que a criança faça diariamente. Por exemplo: sentar à mesa para jantar e tomar banho quando chamado. Peça para seu filho listar algumas recompensas. Defina um número de pontos para cada tarefa cumprida e para cada recompensa. Quando a criança atingir o numero de pontos que corresponde a uma recompensa, dê o prêmio rapidamente.
• Elogie a criança pelo mínimo que ela fizer, valorize os pequenos sucessos. Isso ajuda a regular as emoções.
• Ajude seu filho a exercitar sua organização e gerenciamento de tempo, pois isso colabora para um melhor desempenho acadêmico a longo prazo e será essencial quando adolescentes e adultos.
• Use “por favor” e o verbo em forma imperativa para pedir algo. A instrução tem que ser clara e especifica: diga simplesmente “hora do banho” com olhos nos olhos e espere pacientemente que ela faça o que foi pedido. Lembre-se: eles precisam de comandos e constantes direções.
• Crianças com TDAH têm dificuldade de regular emoções: escondem sentimentos ou simplesmente explodem. Pergunte no final do dia, antes de dormir, se tiveram um dia bom. Com o passar do tempo seu filho vai se sentir mais a vontade para explicar o que sente.
• Coloque-o numa atividade física que promova trabalho em grupo e melhore a interação social.
• Pergunte ao seu filho como ele resolveria um problema. Esse exercício permite rever uma atitude impulsiva.
• O momento de transição de uma atividade para outra sempre causa desconforto. Siga uma preparação: se a criança está vendo televisão e é hora do banho, avise-a com cinco minutos de antecedência, depois com dois minutos. Por fim, olhe para ela e diga que a televisão será desligada e a leve para o banho. No começo será difícil, mas ela vai se acostumar com esse procedimento
• Seja realista com as suas expectativas. Não espere perfeição. Espere menos frequência, menos duração e menos intensidade de uma atitude indesejável. Os sintomas de hiperatividade diminuem aos 8 anos, porém a hiperatividade interna tem grandes chances de continuar. Prepare seu filho para o futuro.
• Tenha iniciativa como pai/mãe, diminua suas reações quando ela fizer algo fora do esperado. Lembre-se que tratá-lo como se não tivesse TDAH será muito prejudicial para a família toda, inclusive para irmãos e para o ciúme entre eles.
• Castigo não muda comportamentos, pois não ensina uma melhor maneira de se comportar. O objetivo é educar e não punir.
• Não há nenhuma pesquisa comprovando que dieta alimentar possa tornar uma criança menos hiperativa. Se seu filho adora chocolate, não é preciso proibi-lo de comer.
• TDAH é uma doença consistentemente inconsistente. Espere dias bons e ruins e converse com o psiquiatra sobre alternativas de tratamento. Há medicamentos que podem ajudar muito
• Leia muito. As informações são limitadas, principalmente em português. Indico os sites Chadd, o de Sharon Weiss e o de Russel Barkley, todos em inglês.
• Mais importante de todas as dicas: a criança com TDAH deve sentir que ela não é o problema. A equação é pais + filho contra o problema.
Quem quiser ler todo o especial da Revista Crescer entre aqui
http://revistacrescer.globo.com/Revista/Crescer/0,,EMI205152-10498-1,00-DOSSIE+TDAH+UM+TRANSTORNO+COM+DEFICIT+DE+DIAGNOSTICO.html
e aqui
http://revistacrescer.globo.com/Revista/Crescer/0,,EMI205152-10498-2,00-DOSSIE+TDAH+UM+TRANSTORNO+COM+DEFICIT+DE+DIAGNOSTICO.html
Vale a pena ressaltar que temos sim material em português sobre isso, então deixo aqui algumas dicas de livros e sites sobre o assunto:
Livros:
1- Atenção e Hiperatividade
O que é?
Como ajudar?
Luís Augusto P.Rohde
Edyleine B.P. Benczick
Editora Artmed
2- Princípios e práticas em TDAH
Luís Augusto P. Rohde
Paulo Mattos & cols.
Editora Artimed
Sites:
http://adhd.com.br/ (Site do pesquisador Sérgio Bourbon Cabral)
http://www.hiperatividade.com.br/index.php (Hiperatividade)
http://www.dda-deficitdeatencao.com.br/instituto/ (Instituto Paulista de Déficit de Atenção)
http://www.tdah.org.br/index.php (ABDA Associação Brasileira de Déficit de Atenção)
http://www.universotdah.com.br/ (Universo TDAH)
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terça-feira, 5 de abril de 2011
Crianças obedientes, pais felizes!
Vejo que na correria do dia-a-dia mães e pais, que trabalham e chegam em casa cansados, têm muita dificuldade em por limites nos filhos. Descrevo aqui algumas dicas de como fazer com que exista uma harmonia em casa e que as crianças entendam as regras e as cumpram:
- Eduque sem culpa: Entender que existem regras faz parte de um importante processo de aprendizagem da criança. Por isso, os pais devem sentir-se autorizados a educar. Eles têm essa função e serão cobrados por isso.
- Crie um bom vínculo afetivo : Demonstre carinho, converse e brinque. Assim, você cria uma maior cumplicidade com a criança. Segura de que tem a atenção dos pais, ela aprende que não precisa recorrer à desobediência para chamar a atenção. Dessa maneira, quando você precisar impor uma regra, a criança compreenderá mais facilmente que há momentos em que ela deve obedecer.
- Valorize o papel da criança: Seu filho precisa conhecer a importância dele na família. Para isso, é bom que ele tenha o seu lugar reservado na mesa de jantar e seja ouvido pelos pais.
- Crie uma rotina: Utilize o bom senso e estabeleça uma rotina para o seu filho. A rotina é fundamental, pois traz segurança e faz com que a criança se sinta cuidada. Aos poucos, dê-lhe uma certa autonomia para executar pequenas ações sozinhos. A criança gosta de sentir-se capaz.
- Dê ordens claras: Dialogue sempre, use linguagem adequada à faixa etária da criança e tom firme. Ao dar uma ordem, olhe nos olhos da criança. Aguarde alguns minutos e verifique se ela já fez o que você pediu. Se não, pegue-a pela mão e a acompanhe na execução. Repita até que ela se condicione a atendê-lo.
- Esteja preparado para lidar com a desobediência: Ao desobedecer, a criança busca uma satisfação momentânea, nem sempre o seu objetivo é afrontar o adulto. Por isso, aja com calma e firmeza. Não se pode dizer não aleatoriamente, mas é fundamental sustentá-lo quando for preciso, pois a criança tem que saber que ela não pode pular uma janela ou não deve agredir o coleguinha.
- Diante da birra, fique firme: Quando a criança começar a fazer birra, mantenha a calma. Reforce que você não poderá atendê-la naquela hora e seja objetiva. Se estiver em público, não se preocupe com os comentários ou olhares das pessoas. Também não faça discursos ou ameaças enquanto a criança estiver chorando. Apenas tente desviar a atenção dela para outra coisa, mas não ceda.
- Oriente a babá: Combine com os cuidadores as diretrizes da educação do seu filho. Esse diálogo é imprescindível para que não se estabeleça um relacionamento conflitante e a criança fique confusa.
- Educa-se o tempo todo: Lembre-se: educar é uma atividade contínua e você precisa dar o exemplo. A educação é um processo que não ocorre apenas em situações de desobediência. A criança aprende muito por meio do que observa em seu cotidiano. Por isso, seja verdadeiro. Se enganar ou mentir uma vez, as crianças podem perder a confiança nos pais.
sábado, 2 de abril de 2011
Amigos Imaginários
Na primeira infância as crianças sentem a necessidade de criar o seu mundo de fantasia e é nesta fase que surgem na vida das crianças os tão conhecidos amigos imaginários .Eles podem ser de dois tipos: amigos invisíveis ( que só existem na cabeça da criança) ou objetos que ganham vida ( como por exemplo o urso de pelúcia).
Estes amigos imaginários são muito importantes no desenvolvimento e equilíbrio emocional dos mais pequenos porque através deles aprendem a lidar com sentimentos e emoções. As crianças usam os amigos imaginários para lidar com sentimentos negativos ou para os acusar de algum erro que elas próprias tenham cometido.
Eles ajudam-nas a lidar com as suas ansiedades e com os seus medos infantis. Como o medo do escuro, da solidão e do abandono. Ao contrário dos amigos de carne e osso, os amigos imaginários estão sempre disponíveis, concordam sempre com as suas ideias e nunca lhes tiram os brinquedos. Com eles a criança sente-se sempre a dona da situação já que com eles ela pode agir a seu bel prazer - pode falar-lhes, ensiná-los ou dar-lhes ordens.
Há vários fatores que levam ao aparecimento destes amigos imaginários: a retirada de dormir no quarto dos pais para passar a dormir no seu próprio quarto, a solidão de um filho único, o nascimento de um novo irmãozinho, o afastamento de um amigo ou de alguém muito querido, a ida pela primeira vez para a escola, a mudança de casa ou de escola, o divórcio dos pais, etc. Sendo que o uso do amigo imaginário é mais frequente em crianças mais sensíveis e inteligentes.
Os pais não devem ficar preocupados com a presença deste novo amigo na vida dos seus filhos. Devem, pelo contrário, agir com naturalidade pois é uma forma de chegar à criança e de estreitar os laços com ela. E é de máxima importância que dê atenção às conversas que o seu filho tem com ele para que possa ficar sabendo o que o incomoda.
Normalmente por volta dos 7 ou 8 anos a criança já se sente mais segura e despede-se destes amigos imaginários dos quais guardará uma carinhosa lembrança. No entanto se a presença destes amigos se mantiver aos 10 - 11 anos deverá procurar a ajuda de um psicólogo.
Estes amigos imaginários são muito importantes no desenvolvimento e equilíbrio emocional dos mais pequenos porque através deles aprendem a lidar com sentimentos e emoções. As crianças usam os amigos imaginários para lidar com sentimentos negativos ou para os acusar de algum erro que elas próprias tenham cometido.
Eles ajudam-nas a lidar com as suas ansiedades e com os seus medos infantis. Como o medo do escuro, da solidão e do abandono. Ao contrário dos amigos de carne e osso, os amigos imaginários estão sempre disponíveis, concordam sempre com as suas ideias e nunca lhes tiram os brinquedos. Com eles a criança sente-se sempre a dona da situação já que com eles ela pode agir a seu bel prazer - pode falar-lhes, ensiná-los ou dar-lhes ordens.
Há vários fatores que levam ao aparecimento destes amigos imaginários: a retirada de dormir no quarto dos pais para passar a dormir no seu próprio quarto, a solidão de um filho único, o nascimento de um novo irmãozinho, o afastamento de um amigo ou de alguém muito querido, a ida pela primeira vez para a escola, a mudança de casa ou de escola, o divórcio dos pais, etc. Sendo que o uso do amigo imaginário é mais frequente em crianças mais sensíveis e inteligentes.
Os pais não devem ficar preocupados com a presença deste novo amigo na vida dos seus filhos. Devem, pelo contrário, agir com naturalidade pois é uma forma de chegar à criança e de estreitar os laços com ela. E é de máxima importância que dê atenção às conversas que o seu filho tem com ele para que possa ficar sabendo o que o incomoda.
Normalmente por volta dos 7 ou 8 anos a criança já se sente mais segura e despede-se destes amigos imaginários dos quais guardará uma carinhosa lembrança. No entanto se a presença destes amigos se mantiver aos 10 - 11 anos deverá procurar a ajuda de um psicólogo.
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